Os arquivos Epstein continuam a abalar o mundo em fevereiro de 2026, com novos nomes revelados que intensificam a pressão pública por justiça e transparência total. A liberação massiva de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), em conformidade com a Epstein Files Transparency Act de novembro de 2025, trouxe mais de 3 milhões de páginas adicionais em 30 de janeiro de 2026 — incluindo e-mails, imagens, vídeos e relatórios de investigação — revelando conexões de figuras poderosas com o financista condenado Jeffrey Epstein, morto em 2019.

Revelações recentes: pressão no Congresso força desclassificação

O ponto alto das últimas semanas veio em 10 e 11 de fevereiro de 2026, quando deputados bipartidários — o democrata Ro Khanna (Califórnia) e o republicano Thomas Massie (Kentucky) — acessaram versões não redigidas dos arquivos no DOJ. Após criticarem redações “sem motivo aparente”, o departamento desclassificou nomes adicionais.

Em discurso no plenário da Câmara, Khanna revelou publicamente seis homens cujos nomes estavam ocultos em documentos chave, incluindo um de 2019 do FBI que listava “co-conspiradores” de Epstein:

  • Leslie Wexner — bilionário fundador da Victoria’s Secret, citado como possível co-conspirador pelo FBI.
  • Sultan Ahmed bin Sulayem — CEO da DP World (Dubai), bilionário emirati com conexões globais em logística.
  • Salvatore Nuara, Zurab Mikeladze, Leonic Leonov e Nicola Caputo — identidades menos conhecidas, mas agora expostas no Registro Congressional.

Outros nomes desclassificados incluem Lesley Groff (assistente de longa data de Epstein) e o falecido agente de modelos Jean-Luc Brunel, também listados como co-conspiradores em arquivos antigos.

Essas revelações geraram repercussão imediata: o DOJ defendeu que “não esconde nada”, mas a pressão pública e midiática aumentou, com exigências por investigações mais profundas.

Contexto da investigação: milhões de páginas e impacto global

A investigação sobre Epstein abrange décadas, incluindo casos na Flórida e Nova York, a condenação de Ghislaine Maxwell (cumprindo 20 anos por tráfico sexual) e apurações sobre a morte do financista. Os arquivos totais somam cerca de 3,5 milhões de páginas divulgadas até agora, com 180 mil imagens e 2 mil vídeos.

Embora não haja uma “lista de clientes” confirmada (como alegado em teorias conspiratórias), os documentos mostram trocas de e-mails, visitas e conexões comerciais pós-condenação de Epstein em 2008. Figuras como Elon Musk, Bill Gates, Howard Lutnick e até menções a Donald Trump aparecem em contextos variados — de correspondências a alegações não verificadas —, mas sem novas acusações criminais diretas nos EUA.

O escândalo internacional se ampliou para a Europa: revelações levaram a renúncias, investigações e demissões em países como Reino Unido, França e Suécia, afetando diplomatas, políticos e membros de realeza. No Brasil e em outras nações, nomes locais surgiram em e-mails de negócios, reacendendo debates sobre impunidade de elites.

Pressão pública por justiça: o que vem a seguir?

A divulgação forçada pelo Congresso bipartidário destaca uma rara união política em torno da transparência. Sobreviventes e ativistas pressionam por:

  • Fim total das redações.
  • Reabertura de investigações contra possíveis cúmplices.
  • Responsabilização de quem facilitou ou se beneficiou do esquema.

Embora o DOJ afirme que não há base para novas acusações nos arquivos revisados, a exposição contínua de nomes poderosos mantém o escândalo internacional vivo, questionando até onde chega a rede de Epstein e se a justiça será plena.

Os arquivos Epstein não são apenas documentos antigos: são um lembrete de que poder e impunidade podem colidir quando a verdade vem à tona. Com mais pressão pública, 2026 pode ser o ano em que nomes revelados se transformem em accountability real.

O que você acha dessas novas revelações nos arquivos Epstein? Acredita que mais nomes virão ou que a justiça finalmente avançará?

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