Atualizações críticas: o front militar em fevereiro de 2026
No campo de batalha, as forças russas mantêm uma ofensiva lenta, mas constante, com ganhos territoriais modestos. Entre 13 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026, a Rússia capturou cerca de 182 milhas quadradas (aproximadamente 470 km²) de território ucraniano, concentrando-se em áreas como Zaporizhzhia, Donetsk e arredores de Pokrovsk e Huliaipole. Moscou anunciou recentemente a tomada de assentamentos rurais em Zaporizhzhia, enquanto Kiev relata contra-ataques e avanços táticos em setores como Dobropillya.
As perdas russas são alarmantes: estimativas ocidentais indicam que, em janeiro de 2026, a Rússia sofreu cerca de 9 mil baixas a mais do que conseguiu recrutar, com perdas totais desde 2022 superando 1,2 milhão de soldados (incluindo mais de 400 mil só em 2025). Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky estimou 55 mil militares mortos.
Ataques recentes destacam a brutalidade contínua:
- Um drone russo destruiu uma casa em Bohodukhiv (Kharkiv), matando um pai e seus três filhos pequenos (gêmeos de 2 anos e uma menina de 1), ferindo gravemente a mãe grávida.
- Ataques russos em Dnipropetrovsk e Donetsk mataram civis, incluindo uma mãe e sua filha de 11 anos.
- A Ucrânia realizou ataques de drones em refinarias russas (como em Volgograd) e instalações ocupadas, explorando supostas vulnerabilidades russas após interrupções no uso de Starlink por tropas de Moscou.
A Ucrânia também avança em inovações, como o sistema de defesa a laser Sunray, eficaz contra drones inimigos.
Negociações de paz: pressão americana e impasse
A administração Trump impõe um prazo apertado: quer um acordo até junho de 2026, para focar em outras prioridades domésticas e internacionais. Os EUA mediaram rodadas de conversas (incluindo uma possível trilateral em 17-18 de fevereiro), propondo zonas econômicas livres no Donbas como “buffer” e moratória em ataques a infraestruturas energéticas.
Zelensky, porém, condiciona eleições presidenciais e um referendo sobre paz a um cessar-fogo real e garantias de segurança sólidas — sem as quais a lei marcial impede votações. Ele refutou pressões diretas para eleições imediatas e enfatizou que a Rússia precisa ser pressionada para parar os ataques. O chanceler russo Sergei Lavrov reiterou demandas máximas de 2021-2022: neutralidade ucraniana, fim da expansão da OTAN, revogação de leis sobre língua russa e igreja ortodoxa ligada a Moscou, além de reconhecimento das anexações.
O impasse persiste: a Rússia rejeita zonas desmilitarizadas e insiste em cessões territoriais (Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, incluindo áreas não ocupadas). A ajuda militar ocidental à Ucrânia atingiu em 2025 o menor nível desde 2022, majoritariamente europeia.
Cenário geopolítico global: redefinições em curso
A geopolítica global é profundamente impactada. A guerra expôs fragilidades na ordem pós-1945:
- EUA sob Trump priorizam contenção da China, reduzindo foco na Europa e questionando compromissos com a OTAN. A estratégia de defesa americana de 2026 alerta para riscos de múltiplos conflitos simultâneos.
- A Europa reforça defesas (Reino Unido dobra tropas na Noruega), mas enfrenta divisões internas e fadiga de apoio.
- A Rússia, apesar de perdas, mantém poder nuclear e industrial, usando a guerra para testar resiliência e dividir o Ocidente.
- Riscos nucleares crescem com o fim do New START e retórica agressiva.
O conflito pode entrar em “limbo” em 2026 — nem paz plena nem vitória decisiva —, com Moscou explorando instabilidade para desgastar Kiev. Um cessar-fogo congelado é o cenário mais provável, mas sem garantias duradouras, o risco de escalada permanece.
A guerra na Ucrânia não é mais apenas regional: define se alianças ocidentais resistem a pressões autoritárias e se a força ainda prevalece sobre o direito internacional na crise internacional atual.
E você, acredita que 2026 trará paz ou mais escalada no conflito Rússia-Ucrânia?